O caso do despedimento colectivo ilegal à moda de Eduardo Costa ganhou agora contornos políticos - nada que surpreenda. O PCP já visitou os jornalistas e exige uma intervenção do Governo, até porque este empresário até apresentou candidaturas ao QREN, com deferimento...
Ou seja, um dos homens que mais burlas cometeu no nosso Estadozinho tem direito a fundos europeus... Ao mesmo tempo, as suas empresas estão em processo de falência. No entanto, tem novos projectos - como o rejuvenescido Janeiro, com maior tiragem do que leitores. Ainda assim, despede funcionários... Fundos, falências, novos projectos, despedimentos. Alguém falou em incoerências?
O Bloco de Esquerda também promete apoiar as vítimas desta jogada à Eduardo. Para os mais distraídos, a jogada é de mestre... A empresa titular do Primeiro de Janeiro está mergulhada em dívidas. Mas encerrar o histórico jornal (marca com força na cidade) seria um erro e desvalorizaria o título.
Solução: encerra-se a empresa titular do Janeiro e outra empresa passa a construir cada edição. Um pacote de jornalistas vai para a rua (por lá permanecem) e um grupo de outros profissionais "herda" o projecto (respeitemos quem prossegue o seu trabalho, agora em novas funções, mas ainda com os salários em atraso, segundo consta...).
Este golaço de Eduardo pode no entanto ser anulado... O Norte Desportivo poderá até desenvolver este tema... Será que o golo é limpo? E que tal entrevistar um responsável qualquer de arbitragem do futebol? Numa altura em que pedir pareceres a juristas é moda...
Os direitos de quem estava nos quadros do Janeiro, afinal, eram mito. Talvez os jornalistas que prosseguem a vegetar naquela casa devessem aproximar-se das portas do verdadeiro Janeiro, olhar os ex-jornalistas deste matutino e anteciparem o futuro, o seu próprio destino. E que tal olharem para eles e imaginarem-se em frente a um espelho?
Enfim... Assim prosseguimos nos limites da vergonha.
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